Associação entre vacinas contra a COVID-19 e demências é improvável

Publicado originalmente em Covid-19 DivulgAÇÃO Científica por Alessandra Ribeiro. Para acessar, clique aqui.

Relação entre o alumínio e o desenvolvimento da doença de Alzheimer, levantada por palestrante, não foi provada 

Em um vídeo que circula pelas redes sociais, identificado pelo aplicativo parceiro Eu fiscalizo, uma palestrante afirma: “Nós esperamos que a quantidade de pessoas ‘demenciadas’ vacinadas vai explodir”. Ela alega que o alumínio presente na formulação de uma das vacinas levará ao crescimento dos quadros de demências e doença de Alzheimer na população.

Para o professor de Biofísica, Bioquímica e Neurociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sérgio Ferreira, a hipótese é improvável. “As vacinas contra COVID-19 são recentes e, mesmo que houvesse uma associação com demências, não haveria ainda tempo suficiente para detectar isso”, pondera. 

Ferreira conta que há muitos anos foi levantada a possibilidade de que o alumínio, presente em panelas ou utensílios de cozinha, por exemplo, ou na água consumida, fosse um agente causador da doença de Alzheimer. “Não houve, até aqui, demonstração clara de causalidade nisso”, informa. 

Por outro lado, o professor da UFRJ lembra que a COVID-19, enquanto doença, tem sido frequentemente associada a complicações neurológicas, que podem, inclusive, aumentar a predisposição ao desenvolvimento futuro de demência. “À luz do que se sabe hoje, o perigo é a COVID-19, e não a vacina”, ressalta.

De acordo com Ferreira, alguns fatores relacionados ao estilo de vida, que podem ser modificados, vêm sendo associados à demência. “Notadamente, o diabetes, a resistência à insulina, dieta inadequada e falta de atividade física regular”, exemplifica.

Em um vídeo do projeto COVID-19 DivulgAÇÃO Científica, Sérgio Ferreira também alerta para o risco de desenvolvimento de quadros graves da COVID-19  em pacientes com mais de 65 anos, já diagnosticados com demência e doença de Alzheimer. Ele destaca a necessidade de redobrar as medidas de proteção para que os cuidadores dessas pessoas não sejam uma porta de entrada para o vírus causador da infecção.

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