Usuários do Twitter acusam plataforma de apoiar a propagação de “Fake News”

Publicado originalmente em Âncora dos Fatos. Para acessar, clique aqui.

Durante a quarta-feira, 5, usuários do Twitter movimentaram a plataforma com a campanha #TwitterApoiaFakeNews#. O assunto esteve entre os mais comentados da rede no Brasil. Isso porque os internautas solicitam a disponibilização de uma ferramenta que permita denunciar as chamadas ‘fake news” no Twitter e acusam a plataforma de facilitar a propagação de desinformação.

Uma onda de desinformação através de postagens”antivacinas” e boatos sobre reações sem comprovação médica da imunização fizeram muitos usuários se manifestarem e acusarem a própria plataforma de omissão nesta semana.

Polêmica com a deputada Janaina Paschoal

Usuários do Twitter denunciaram postagens feitas pela deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), as quais se referiam a teorias conspiratórias contra a eficácia das vacinas contra a Covid-19.

Porém, representantes do Twitter decidiram não remover e não aplicar restrições a essas publicações.

Em uma das publicações, Janaina diz: “um momento tão intrigante que pessoas vacinadas, com todas as doses, pegam Covid e recomendam a vacinação! Parece piada! Ninguém acha, no mínimo, curioso?”, escreveu.

Mesmo com uma afirmação da deputada sem comprovação, o Twitter diz que as postagens da mesma não violam as regras da plataforma. E a desinformação continua ocorrendo.

Deputada americana é banida do Twitter

Já nos Estados Unidos, o Twitter suspendeu a conta pessoal da deputada republicana Marjorie Taylor Greene por espalhar repetidamente notícias falsas sobre a Covid-19.

Greene foi banida um dia depois de publicar um tuíte comentando sobre “quantidades extremamente altas de mortes por vacinas de Covid”.

A congressista teve apenas a conta pessoal encerrada – a do Congresso ainda está ativa, assim como as do Facebook e do Instagram. O Twitter justificou a punição às “repetidas violações da política de desinformação sobre a Covid-19”.

Diferente do Brasil, o Twitter americano decidiu responsabilizar a deputada pelas desinformações propagadas.

Nota do Twitter

“O Twitter está testando, por enquanto nos EUA, Coreia do Sul e Austrália, a possibilidade de as pessoas denunciarem conteúdos que estejam potencialmente em violação de suas regras sobre informações enganosas relacionadas a Covid-19.

Este seria um passo complementar aos esforços proativos iniciados e aprimorados globalmente pela plataforma desde março de 2020, incluindo parcerias com especialistas e autoridades no assunto como a Organização Mundial de Saúde – e localmente a Organização Pan-Americana de Saúde, OPAS -, para identificar e agir sobre conteúdos que violem as políticas do Twitter.

Assim como todas as regras e termos de uso do Twitter, a política de informações enganosas sobre Covid-19 é global e vem sendo implementada inclusive no Brasil desde a sua publicação em março de 2020, com base no processo de detecção proativa de potenciais violações que engloba equipes internas e parceiros externos.

A ampliação do teste e eventual implementação da ferramenta dependerá dos resultados aferidos.

Em relação a verificações, fizemos uma revisão da nossa política e recentemente anunciamos a abertura do processo de solicitação para verificação de perfis. Com a atualização, é possível submeter solicitações via formulário e, caso a conta atenda aos critérios de acordo com a política, o selo é concedido. Vale lembrar que o selo azul tem por objetivo confirmar a autenticidade de uma conta, ou seja, dar às pessoas na plataforma a certeza de que quem está por trás de perfis de alto alcance e engajamento é mesmo quem diz ser.”

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