Jornalista chama vacina de “soro milagroso” e questiona ações da Anvisa

Publicado originalmente em Nujoc Checagem por Thaís Guimarães. Para acessar, clique aqui.

A jornalista e apresentadora Karina Michelin, que vem usando as redes sociais para se posicionar de maneira contrária ao que tem sido defendido pela ciência no que diz respeito à pandemia, publicou recentemente um vídeo em sua conta no Instagram, questionando a eficácia das vacinas contra a covid-19.

Jornalista utiliza seu instagram para falar das vacinas como um “medicamento experimental”

No vídeo, de mais de 23 minutos, a jornalista põe em dúvida a eficácia dos imunizantes e também questiona o fato de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter concedido registro definitivo a vacina do Laboratório Pfizer/Biontech.

Na legenda da publicação, ela chama a vacina de “soro milagroso” e diz que se trata de um “medicamento experimental”, e que, portanto, não deve ser obrigatório.

Na ocasião do anúncio da concessão de registro definitivo à vacina da Pfizer, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, garantiu que o imunizante teve segurança e eficácia comprovadas.

“O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro”, declarou Barra Torres, segundo a Agência Brasil.

Além disso, as demais vacinas, que a jornalista chama de “soro milagroso”, já tiveram eficácia e segurança atestadas, tendo em vista a drástica redução nos números da pandemia no Brasil. Vale destacar estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), cujo resultado revela que no Brasil, 96% das mortes por covid-19 são de quem não tomou vacina.

Diante dos fatos, o vídeo publicado pela jornalista em questão se trata de mais um conteúdo que visa deslegitimar a eficácia de imunizantes, atrapalhando o andamento da vacinação no país, e a consequente proteção da população brasileira contra o coronavírus.

*O material aqui verificado pelo Nujoc Checagem foi encaminhado à nossa equipe por meio do aplicativo Eu Fiscalizo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que está disponível para Android e IOS.

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