COAMOS: Posts distorcem informações sobre vacina e poderio histórico da China

Publicado originalmente em Coar Notícias por Marta Alencar. Para acessar, clique aqui.

É comum encontrarmos na internet conteúdos que distorcem sobre a eficácia ou os testes das vacinas de Covid-19. Um recente divulgado em grupos de WhatsApp informa que o governo chinês preferiu usar a vacina da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca ao invés daquelas que estão sendo produzidas no próprio país. A informação não procede, pois um acordo feito pelo laboratório privado chinês Shenzhen Kangtai, em 6 de agosto, prevê a produção de ao menos 100 milhões de doses experimentais da vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford. Todavia, imunizantes chineses estão sendo testados e aplicados também no próprio país, como o da Sinovac. Além disso, a China já aplica o imunizante Coronavac em regime emergencial, enquanto Indonésia e Turquia anunciaram que começarão a imunização neste mês. Chile já tem acordo para a compra de 20 milhões de doses.

Post falso e com informações distorcidas

O imunizante também está sendo desenvolvido no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan, que é ligado ao governo paulista. Em coletiva no dia 10 de dezembro, o governador João Doria confirmou o início da produção da vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus. Conforme informações do Butantan, a capacidade de envase diário planejado para a vacina é entre 600 mil a um milhão de doses. O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, 40 milhões de doses da vacina deverão ser produzidos no local.

Post em tom terrorista e confuso sobre a China

Outro post distorce mais uma vez a informação de que o governo chinês utiliza o vírus  SARS-CoV-2 para destruir nações e se fortalecer economicamente. O post com tom alarmista ainda compara a China ao governo de Adolf Hitlerna Segunda Guerra Mundial. É importante citar que Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, declarou que um grupo de especialistas internacionais realizou uma primeira reunião virtual com chineses, para investigar mais sobre o vírus no mundo. Em 5 de novembro, a OMS discretamente divulgou detalhes sobre sua missão em parceria com a China, descrita como um estudo global sobre as origens do SARS-CoV-2.

Além dessas informações distorcidas, outra bastante anunciada em grupos de WhatsApp informava que o vírus foi criado em um laboratório da China. A COAR checou por diversas vezes conteúdos que pregavam isso. No entanto, é muito improvável que esse vírus tenha sido gerado em laboratório. E também não é possível dizer de onde um vírus vem até a OMS relevar com base nessa pesquisa citada em parágrafo acima.

Referências da COAR:

Butantan

National Geographic Brasil

Uol

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