As vacinas contêm luciferase?

Publicado originalmente em instagram de União Pró-Vacina. Para acessar, clique aqui.

Do ponto de vista religioso, além da marcação da população, há a discussão a presença da enzima luciferase nas vacinas. Mas, por que esse suposto componente está causando tanta polêmica?

O nome dessa enzima é bem característico. É impossível não associar com “Lúcifer”, uma figura marcante no Cristianismo, sendo o anjo caído que desafiou Deus e é o grande antagonista, o próprio diabo. De fato, ambas as palavras possuem a mesma origem, derivadas do latim lux fero, que significa “portador de luz”. O cientista francês Raphaël Dubois, que foi caracterizou a luciferase pela primeira vez, a batizou de tal forma em relação a sua função.

A luciferase faz parte do mecanismo de bioluminescência de diferentes organismos, presente desde bactérias a peixes. Esse processo se refere a emissão de luz por seres vivos e essa enzima é a responsável por isso. Se você já viu um vagalume brilhando no escuro, então você já presenciou esse fenômeno.

Não há nada de negativo relacionado à enzima. A sua relação com essa figura diabólica se restringe a origem do nome, que remete à luz. Além disso, ela não fazem parte da composição de nenhuma vacina.

Ela pode ser utilizada como ferramentas de laboratório, por seu caráter luminescente, como um marcador para que os cientistas possam ver a indicação através da emissão de luz ou não de alguns processos ou reações. Porém não são componentes de nenhum biofármaco ou vacina aplicados a humanos ou animais em geral.

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Confira esta e outras dúvidas sobre vacinas no nosso guia interativo, disponível em bit.ly/provaxinterativo.

Fontes:

1) Poisson, J. Raphaël Dubois, from pharmacy to bioluminescence. Rev. Hist Pharm, 2010.

2) Prado, R. A. Clonagem gênica e caracterização de uma enzima tipo-
luciferase de coleópteros não bioluminescente e sua relação com
a origem da atividade luminescente. São Carlos : UFSCar, 2012.

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