Requerimento pede a suspensão das redes sociais de Bolsonaro por fala mentirosa que associa vacinas à Aids

Publicado originalmente em Âncora dos Fatos. Para acessar, clique aqui.

O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Randolfe Rodrigues, anunciou nesta manhã de terça-feira, 26, que o requerimento pedindo a suspensão das redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, bem como a retratação do mesmo sobre a fala mentirosa de que a vacina contra a Covid-19 pode causar Aids, durante live na última quinta-feira, 21, foi aprovado pela CPI da Covid.

Além da inclusão da fala do presidente, a CPI pedirá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que Bolsonaro seja investigado pela mesma fala no âmbito do inquérito das Fake News, que é relatado por Moraes.

“Recomendaremos às plataformas de redes sociais também a suspensão e/ou o banimento do Presidente”, escreveu Randolfe.

Mentira

Em função da falsa relação entre os imunizantes e a Covid-19, o Facebook removeu, no domingo, 24, vídeo da live do presidente. Na transmissão ao vivo, Bolsonaro leu uma suposta notícia que diz que pessoas no Reino Unido vacinadas contra a Covid-19 estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [aids]”.

Comunidade médica se manifesta contra mentira

A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) divulgou uma nota para reafirmar que

“nenhuma vacina desenvolvida contra a Covid-19 pode causar Aids e que nenhuma vacina tem o potencial de transmitir o vírus do HIV”.

Já a Associação Médica Brasileira também repudiou as inverdades divulgadas pelo presidente.

“O Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid da Associação Médica Brasileira, CEM-Covid_ AMB, repudia a divulgação de nova série de fake news que certamente pode ocasionar mortes evitáveis entre os brasileiros por acometimento da Covid-19.

Já são, no mínimo, centenas as inverdades sobre o SARS-CoV-2 alardeadas no Brasil por autoridades, cujo papel deveria ser resguardar e não expor a população a riscos”, destacou.

Foto: Reprodução Facebook

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