É falso que a eficácia da Coronavac será questionada na Justiça

Publicado originalmente em Nujoc Checagem por Thaís Guimarães. Para acessar, clique aqui.

Tem circulado nas redes sociais uma informação falsa de que a eficácia da vacina Coronavac será questionada na Justiça, após um aumento no número de casos de covid-19 em algumas regiões do Brasil e no Chile, mesmo após a aplicação do imunizante.

Nujoc Checagem teve acesso, por meio do aplicativo Eu Fiscalizo, ao link de uma matéria publicada em um site de notícias do Maranhão, que afirma que a eficácia da vacina importada da China está sendo questionada, e que isso deverá causar uma “enxurrada” de processos judiciais.

O texto diz que pessoas que foram imunizadas com a vacina do Butantan poderão ingressar na Justiça para que possam receber outro imunizante.

Essa informação é falsa, e foi desmentida pelo próprio Instituto Butantan. No dia 29 de maio, logo após surgir o boato, o Butantan usou as redes sociais para afirmar que a informação em questão é uma mentira.

Em sua publicação, o Butantan ressaltou que não recomenda a imunização com outras vacinas após a pessoa receber a primeira dose da Coronavac.

“É falsa a notícia que circula nas redes sociais de que a eficácia da Coronavac será questionada na Justiça. O Butantan também não recomenda a imunização com outras vacinas após receber a primeira ou segunda dose da Coronavac. Disseminar Fake News é crime e um desserviço à saúde”, diz a nota do instituto.

No dia 18 de junho o Butantan publicou outra nota para desmentir o boato em relação ao aumento de casos confirmados da doença no Chile, mesmo após a administração da vacina. O instituto reiterou que a Coronavac já se mostrou segura e eficaz por meio de diversos estudos, inclusive em um divulgado pelo Ministério da Saúde do Chile.

Segundo a nota do Butantan, é necessário pelo menos 70% de uma população vacinada para conter a disseminação do vírus, porém, o Chile agora que está na casa de 50% vacinados.

“Apesar de o Chile ter alcançado uma cobertura vacinal com as duas doses próxima de 50%, estudos têm demonstrado – como é o caso do Projeto S, realizado pelo Butantan na cidade de Serrana – que é necessário ter ao menos uma parcela de 70% de pessoas imunizadas para que se tenha um efeito indireto da vacinação. Isto é, quando a circulação do vírus se reduz a ponto de evitar o contágio de quem ainda não se vacinou”, consta na nota do Butantan.

Diante disso, concluímos que a informação verificada é falsa, e serve apenas para confundir aquelas pessoas já receosas que têm medo de tomar a vacina.

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