Comércio ilegal de canetas emagrecedoras cresce impulsionado pela desinformação, e aumenta riscos à saúde

Publicado por The Conversation Brasil

Ao longo das últimas quatro décadas, a obesidade consolidou-se como uma epidemia de proporções globais. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a prevalência da condição quase triplicou no período, atingindo todas as regiões do mundo. Diante do agravamento do problema, os tratamentos farmacológicos avançaram nos últimos anos com o desenvolvimento de novos medicamentos.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em janeiro de 2023, o Wegovy®, medicamento à base de semaglutida, para o tratamento de sobrepeso e obesidade em adultos com comorbidades. A mesma substância está presente em medicamentos como Ozempic® e Rybelsus®, inicialmente aprovados no país para o tratamento do diabetes tipo 2, embora tenham conquistado popularidade pelo efeito de perda de peso. Já o Mounjaro® (tirzepatida) foi a princípio registrado pela Anvisa, em 2023, para o tratamento do diabetes. Em junho de 2025, a Anvisa ampliou a indicação do Mounjaro para tratamento de obesidade e sobrepeso com comorbidade.

Estes medicamentos, quando prescritos e adquiridos em farmácias regulamentadas, integram tratamentos reconhecidos pela medicina. Fora desse contexto, quando vendidos sem receita ou pela internet, passam a representar riscos à saúde. No entanto, a crescente demanda global por esses medicamentos extrapolou as indicações terapêuticas aprovadas, impulsionando um aumento expressivo do uso sem prescrição e sem acompanhamento de profissional de saúde, especialmente com finalidades estéticas. Esse movimento acendeu alertas em autoridades sanitárias, especialistas e laboratórios fabricantes tanto pelo uso indevido quanto pela circulação de produtos falsificados ou de baixa qualidade, frequentemente comercializados em cadeias de suprimento não regulamentadas.

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