Algoritmo de guerra: Como IA e big techs inauguram uma nova era em conflito no Oriente Médio

Publicado por Intercept Brasil

Com as atenções voltadas para o eixo Estados Unidos-Israel, Irã e Golfo Pérsico, a mídia internacional tem chamado o conflito de primeira guerra de inteligência artificial (IA), numa disputa que não tem fronteiras quando se trata das infraestruturas de IA.

O confronto no Oriente Médio que se desenrola hoje não é só entre estados. No cerne do conflito estão as empresas que detêm dados, informação, conhecimento e infraestruturas cruciais para a guerra contemporânea. As big techs — dentre elas, empresas de inteligência artificial — atuam na linha de frente fornecendo tecnologias e infraestruturas e fazendo da guerra um palco de demonstração de eficiência, produtividade e acuracidade.

Por muito tempo, alguns especialistas de relações internacionais ignoraram o papel das grandes corporações na política internacional, considerando apenas o Estado como principal ator na disputa de poderes, numa visão um tanto conservadora e desatualizada. A história mostra que estados e tecnologia sempre andaram juntos — sendo codependentes e compartilhando interesses mútuos —, de modo que a participação de empresas de tecnologia na arquitetura bélica não é novidade.

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