Como a IA abre caminho para o tecnofascismo

Publicado originalmente por Intercept Brasil

O desenvolvimento da inteligência artificial, as atuais inovações tecnológicas, como algoritmos e redes sociais, e a governança das empresas por trás desses processos têm aberto caminho para uma versão repaginada de um antigo movimento político, o fascismo, defende Mark Coeckelbergh, professor titular de Filosofia da Mídia e Tecnologia no Departamento de Filosofia da Universidade de Viena, na Áustria, em um artigo publicado no fim de janeiro. Para ele, embora sejam vendidas como promissoras e inovadoras, são justamente essas tecnologias e as empresas que as desenvolvem que têm introduzido mecanismos de controle, padrões de pensamento e formas de organização da sociedade que se assemelham aos adotados por essa ideologia, nos conduzindo à ascensão do tecnofascismo.

Seu argumento é de que a tecnologia está longe de ser politicamente neutra. No atual contexto econômico – em que há concentração de poder sem precedentes na mão de poucas empresas – e político – com uma ascensão do populismo de extrema direita e do autoritarismo –, existe um ambiente muito favorável para que essa versão adaptada da ideologia se desenvolva.

Leia a entrevista completa com o pesquisador no site do Intercept Brasil aqui.

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