Publicado originalmente em *Desinformante. Para acessar na íntegra, clique aqui.
Casos recentes de deepnudes não consensuais gerados por ferramentas de inteligência artificial, como o Grok, do X (antigo Twitter), e outras plataformas de IA, voltaram a acender o alerta sobre uma prática que atualiza velhas formas de violência sexual no ambiente digital.
Imagens falsas criadas a partir do rosto e do corpo de mulheres, adolescentes e crianças – perfis que concentraram os casos mais recentes –, vêm circulando com facilidade nas redes. Apesar desse recorte, especialistas alertam que qualquer pessoa pode ser vítima desse tipo de violação, muitas vezes sem saber por onde começar para reagir.
Além dos impactos jurídicos, a violência também tem efeitos profundos na saúde mental das vítimas. Segundo a advogada especialista em direitos digitais Horrara Moreira, na maioria dos casos, quem sofre esse tipo de ataque “não está preocupado com os desdobramentos da denúncia, só quer que o conteúdo suma” e consiga “voltar a viver em paz”.