O jornalismo e o tempo de retomada nas narrativas sobre a Amazônia

Publicado originalmente em ObjETHOS. Acesse na íntegra aqui.

Karine Nunes
Jornalista amazonense, doutoranda em Jornalismo no PPGJOR/UFSC e pesquisadora do objETHOS

Retomada é um paradigma

É um modo de vida.
Trata-se de pertencimento.
Subjetividade.
Autoestima.
Trata-se de reaver nossa história, nossos cabelos, nossas pinturas.
De olhar nosso corpo e sentir a beleza que vem da terra, da qual tanto nos orgulhamos.
Trata-se sempre de nós.
De como reconstruímos relações fraternas e afetivas.
De como somos mais fortes em rede.
Retomada é um paradigma de poesia.
(Dorrico, 2023)

Permita-me começar dizendo quem sou. Me chamo Karine Tavares Nunes, amazônida da cidade de Parintins, no interior do Estado do Amazonas, reconhecida mundialmente por sua arte e cultura. Descendente de negros, indígenas e caboclos, ressalto que essa apresentação é mais que um dado biográfico, há posicionamento político e afetivo. Justifico a necessidade por esta ser minha primeira escrita neste espaço de discussão sobre jornalismos. Vale destacar que, em aproximação à miscigenação que me formou, optei por fazer este texto transitar entre diferentes estilos e registros, característica das perspectivas que mobilizo nestas leituras.

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