80% da população mundial é imune ao novo coronavírus, diz cientista britânico Karl Friston

Publicado originalmente em Nujoc Checagem por Giovanny Freitas. Para acessar, clique aqui.

A taxa de mortalidade do novo coronavírus é bastante flexível e em muitas vezes, se mostra baixa e de pouca letalidade. Entretanto, não há como determinar a gravidade dos efeitos nocivos no organismo humano. É preciso levar em conta vários fatores como os grupos de risco que apresentam maior vulnerabilidade às infecções pelo Sars-Cov-2,e a quantidade de exposição que as pessoas tiveram ao vírus.

Pessoas com faixa etária baixa, jovens de 15 aos 40 anos de idade, tem maior predisposição a desenvolver anticorpos contra o novo coronavírus e a se curar das infecções sem grandes complicações, sequelas e sem desenvolver a forma grave da doença. Porém, como se tratando do novo coronavírus, nem tudo tem uma explicação assertiva a respeito do funcionamento do vírus nos seres humanos, e portanto, não tem sido raro casos em que pessoas jovens sem comorbidades perderam a vida em decorrência da Covid-19.

Pelas redes e grupos de compartilhamento de informações do mundo virtual, circula uma informação atribuída ao cientista britânico Karl Friston noticiando que o pesquisador havia afirmado que 80% da população mundial já está imune ao novo coronavírus e que isolamento social seria desnecessário

Em sua defesa e desmentindo as fake News, o pesquisador diz que isolamento é, sim, importante para conter pandemia. O boato foi compartilhado, inclusive, pelo presidente Jair Bolsonaro sem sequer uma verificação dos fatos referentes a esse posicionamento. Confira abaixo a postagem do presidente:

O estudo ao qual o presidente faz referência foi realizado por pelo menos 20 autores, mas que Karl Friston sequer teve participação. De acordo com matéria publicada pela UOL, “ao fazer a comparação entre os dois países, Friston explora o conceito do estudo de “imunidade cruzada”, que aponta que entre 40% e 60% da população poderia não contrair covid-19, mesmo tendo sido exposta a ela, graças à presença de linfócitos T ativados por outros coronavírus que causaram resfriados na pessoa no passado”.

Ainda sobre esta reportagem, em entrevista, o epidemiologista Fábio Mesquita, ex-diretor do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, afirmou que ” “Os estudos citados são ainda hipóteses de por que algumas pessoas desenvolvem a covid-19, e outras não. O artigo ainda garante que deixar as pessoas se contaminarem sem se proteger de alguma forma não é a solução. A única coisa que dá resultado é o isolamento social. Não é hipótese, não é modelo. É o que já deu certo”.

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