Publicado originalmente em Repórteres sem Fronteira. Para conferir a matéria completa, acesse aqui.
O jornalismo nas Américas enfrenta desafios estruturais e econômicos persistentes: concentração da mídia, fragilidade dos serviços de informação pública e condições de trabalho precárias. Nos últimos anos, o colapso dos modelos tradicionais de negócios da mídia exacerbou essa crise. À medida que as receitas publicitárias migram para plataformas tecnológicas globais e os hábitos do público se transformam, as redações encolhem e a independência editorial se enfraquece. No Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2025, 22 dos 28 países da região registraram queda em seus indicadores econômicos.
As consequências são graves. A pressão financeira leva alguns meios de comunicação a atender a interesses políticos ou comerciais, enquanto outros, por falta de recursos, limitam-se a reproduzir comunicados de imprensa oficiais. Em ambientes hostis, a autocensura torna-se um reflexo de sobrevivência. À medida que o jornalismo perde seu papel de informar sobre questões de interesse público, a propaganda e a desinformação ocupam esse vazio, colocando em risco a estabilidade democrática.