O engajamento que não salva ninguém: violência contra a mulher e a (ir)responsabilidade social do jornalismo

Publicado originalmente em ObjETHOS. Para conferir a matéria na íntegra, clique aqui.

Raphaelle Batista
Jornalista, doutoranda do PPGJOR/UFSC e pesquisadora do objETHOS

A estudante Bruna Oliveira da Silva, de 28 anos, foi morta após desaparecer no dia 13 de abril, em São Paulo, quando voltava para casa. Em vez de discutir os problemas sociais que o caso evidencia, veículos jornalísticos normalizam o fato em busca de likes nas redes sociais 

Mais um dia rolando o feed do Instagram. De repente, um post com a foto de uma moça sorridente, sobre um fundo de cor roxa, chama minha atenção. No canto inferior direito da imagem, um detalhe em forma de alvo mostra a cena em que uma mulher parece ser seguida por um homem na rua. Abaixo, o título: “Do desaparecimento à tragédia: a linha do tempo do caso da estudante da USP”. Para completar a descrição da imagem, a marca da empresa jornalística UOL. Era a capa de um carrossel, como se denomina esse tipo de postagem, sobre o caso mais recente de violência contra a mulher a ganhar visibilidade na mídia brasileira.

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