Nutrição e Sistema Imune

Publicado originalmente em instagram de Para Você Entender. Para acessar, clique aqui.

Todos nós sabemos que uma boa alimentação promove a boa saúde. Uma alimentação variada e rica em verduras, legumes e frutas nos garante vitaminas, proteínas, carboidratos, lipídios, água e minerais.
Alguns nutrientes, como as vitaminas e minerais, são importantes antioxidantes. Enquanto as células do nosso sistema imunológico produzem radicais livres para destruir microrganismos, o que pode oxidar moléculas e causar dano ao nosso corpo, os antioxidantes nos protegem, impedindo a oxidação dessas moléculas, o que nos protege. Alguns exemplos de nutrientes antioxidantes são o selênio, zinco, ferro e as vitaminas C, E e o betacaroteno, que é convertido em vitamina A.
A alimentação diversificada também modula a microbiota, microorganismos que vivem no nosso corpo e são importantes para a manutenção da saúde.
Uma dieta diversificada faz com que a diversidade dos microrganismos intestinais seja maior e isso controla o crescimento das bactérias que podem causar inflamação e doenças. Essa microbiota diversificada vai estimular o sistema imune de maneira controlada, promovendo a produção de anticorpos naturais e de um ambiente anti-inflamatório e organizado.
Além disso, os nutrientes, agem diretamente nas células do nosso sistema imune. Vários trabalhos descrevem que a deficiência de micronutrientes causa redução na produção de células e outros componentes do sistema imune, como os anticorpos.
Por isso, a desnutrição (deficiência em nutrientes) é um ponto extremamente relevante em tempos de pandemia, já que a saída é a vacinação. Estudos revelam que pessoas desnutridas, além de serem mais suscetíveis à infecções, também podem produzir menos anticorpos e componentes celulares após a vacinação.
Segundo a pesquisa Vigisan (2021), 116,8 milhões de brasileiros convivem com algum grau de Insegurança Alimentar e, destes, 43,4 milhões não tinham alimentos em quantidade suficiente. 19 milhões de brasileiros enfrentam a fome.
Este cenário é mais que preocupante. É inaceitável.

Fontes: Vigisan, Royal Society Publishing, Digestive Diseases and Sciences, Clinical Infectious Diseases, Observer Research Fundation, BBC.

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