Machado de Assis e a sátira à sociedade brasileira

Publicado originalmente em Jornal da UFRGS. Acesse na íntegra aqui.

Publicado originalmente como folhetim no jornal A Estação, entre 1886 e 1891, e adaptado em livro em 1891, Quincas Borba faz parte da trilogia de romances realistas de Machado de Assis. Ao lado de Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, a obra retrata a sociedade brasileira do final do século XIX, com a ironia e sutileza características da escrita machadiana.

Carla Vianna, professora de Língua Portuguesa e Literatura e doutora em Letras pela UFRGS, destaca a representação do contexto socioeconômico no livro, principalmente da camada mais rica da capital federal da época, o Rio de Janeiro. Situado no fim do período escravocrata, o romance é marcado pela ascensão de uma burguesia que lutava para assimilar os costumes de países europeus, enquanto abdicava de sua própria história. “Uma grande sátira, mas que traz um amplo panorama dessa sociedade fluminense do século XIX, e que, de um modo ou de outro, retrata o Brasil maior”, defende a professora.

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