Publicado originalmente em Agência Lupa por Catiane Pereira. Para acessar, clique aqui.
Circula pelas redes sociais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como “derrame cerebral” e passou por um cirurgia de emergência em São Paulo. É falso. O presidente foi hospitalizado, mas o motivo da cirurgia foi outro.
Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que o conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação:

“LULA SOFRE DERRAME CEREBRAL, FAZ CIRURGIA de EMERGÊNCIA em SÃO PAULO e está se RECUPERANDO na UTI”
– Legenda de vídeo que circula pelas redes sociais
Falso
O presidente Lula foi submetido a uma cirurgia de emergência na madrugada desta terça-feira (10) para tratar uma hemorragia intracraniana — e não um derrame cerebral. A hemorragia tardia pode ter sido consequência de uma queda sofrida por Lula em 19 de outubro, no banheiro do Palácio da Alvorada. Segundo os médicos do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde Lula está, o procedimento cirúrgico foi bem sucedido, e o presidente está em recuperação.
De acordo com o primeiro boletim médico, divulgado às 3h20, uma ressonância magnética realizada na segunda-feira (9) no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, constatou que Lula sofreu uma hemorragia intracraniana. Em seguida, o presidente foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo o neurocirurgião Mauro Suzuki, em coletiva de imprensa nesta manhã, Lula foi submetido a uma cirurgia chamada “trepanação”, que consiste em perfurar o crânio para acessar o cérebro.
A hemorragia intracraniana é um tipo de sangramento no cérebro, frequentemente causado por quedas, traumas ou pressão alta não controlada. Após lesões na cabeça, o sangue pode se acumular aos poucos sob a membrana que cobre o cérebro, formando um coágulo.
Segundo o cardiologista Roberto Kalil, Lula não teve lesão cerebral, está estável, se alimentando e conversando normalmente. Ele permanecerá na UTI por três dias e em observação com um dreno por até 72 horas, com previsão de retorno a Brasília no início da próxima semana.