É falso que ato na Paulista contra anistia reuniu 1,5 milhão de pessoas

Publicado originalmente em Agência Lupa por João Pedro Capobianco. Para acessar, clique aqui.

Circula pelas redes sociais a alegação de que o ato contra a anistia realizado no último domingo (30), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 1,5 milhão de pessoas. É falso.

Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que o conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​: 

“1 milhão e 500 mil pessoas hoje na paulista.”

– Texto em publicação nas redes sociais

Falso

De acordo com a contagem realizada pelo Monitor do Debate Público no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common – que se dedica a enfrentar desafios impostos pela polarização política –, aproximadamente 6,5 mil pessoas estiveram na Avenida Paulista durante o ato contra a anistia em São Paulo, no último domingo (30).

O Monitor do Debate Público no Meio Digital realiza a medição a partir de imagens capturadas no momento de maior concentração do evento. A partir dessas imagens, um software contabiliza individualmente todas as pessoas presentes. As imagens utilizadas na contagem são disponibilizadas ao público.

A Polícia Civil de São Paulo informou à Lupa, por telefone, que não fez medição do público presente na manifestação. A Polícia Militar paulista também não informou uma estimativa; em nota enviada à Lupa no último dia 20, a corporação afirmou que, “em regra”, não divulga estimativas de público. O Datafolha, que mediu o público no ato bolsonarista em Copacabana, também não divulgou um número para ato contra a anistia em São Paulo.

Guerra de números

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), que discursou no evento, publicou, em seu perfil no X (ex-Twitter), que o ato “levou bem mais gente” às ruas de São Paulo. Boulos fez referência ao ato bolsonarista realizado em 16 de fevereiro, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

De acordo com a medição do Monitor da USP, porém, 18,3 mil pessoas participaram do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em defesa da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro à sede dos Três Poderes, em Brasília.

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