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Ciência | Desde 2000, laboratório vinculado ao Instituto de Química da UFRGS já analisou mais de 120 mil amostras de combustível, desempenhando papel crucial no monitoramento desse produto
Praticamente todos nós dependemos de combustíveis para locomoção, seja no uso de transporte próprio ou público. O que pouca gente sabe é que, por trás de cada litro abastecido, existe um rigoroso processo de monitoramento que garante que esses combustíveis que vão para o tanque estejam em conformidade com as regulamentações. No Brasil, esse controle é capitaneado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e é essencial para assegurar não apenas a qualidade do produto, mas também a segurança e o desempenho dos veículos.
A fiscalização acontece em duas frentes: pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), que é terceirizado e normalmente realizado por instituições de pesquisa ligadas a universidades – como a UFRGS – e pela atuação dos fiscais diretamente vinculados à ANP.
Essa necessidade de monitoramento surgiu para atender ao disposto no artigo 8.º da Lei 9.478/1997, em particular nos incisos que tratam da garantia de qualidade e do suprimento de combustíveis ao mercado nacional. Foi neste contexto que, em 1998, o PMQC foi instituído pela ANP e, desde 2000, o responsável pela execução do programa no Rio Grande do Sul é o Laboratório de Combustíveis (Labcom), setor de prestação de serviços do Centro de Combustíveis, Biocombustíveis, Lubrificantes e Óleos (Cecom) do Instituto de Química da UFRGS.