Comerciantes de Porto Alegre refletem sobre transformações decorrentes das enchentes a partir das ações de solidariedade

Publicado originalmente em Jornal da UFRGS. Para acessar o texto na íntegra, clique aqui.

Quando Andrea Venzon sugeriu a Rodrigo Guimarães que morassem juntos, ele optou por viver na casa vizinha à dela, um charmoso sobradinho entre as construções centenárias do Quarto Distrito de Porto Alegre. Entre eles, havia uma casa desocupada, que, embora não estivesse à venda, inspirava uma brincadeira: “Um dia, quando a gente largar os empregos, vamos comprar essa casa do meio e abrir um bar”. Como eles dizem: falaram alto demais e Deus escutou… Durante a pandemia, ambos foram demitidos. Decidiram comprar a casa e, em maio de 2021, nasceu o Ofertório Gastrobar. O que não esperavam é que, três anos depois, novos desafios estariam por vir.

No dia 3 de maio de 2024, a enchente chegou de forma implacável à capital do Rio Grande do Sul, transformando a vida dos moradores e comerciantes da região. Em questão de horas, a água – que já vinha subindo no Quarto Distrito – invadiu ruas e estabelecimentos, atingindo até 1,80m na rua e mais de 1,40m dentro de algumas casas e comércios. O Ofertório foi um dos 45.970 CNPJs impactados na capital. O setor de serviços foi o mais atingido, com 29.048 estabelecimentos prejudicados, provocando um apagão no cotidiano econômico de Porto Alegre e arredores, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDET).

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