Publicado originalmente em Jornal da UFRGS. Para conferir o post na íntegra, clique aqui.
Quem vê o apartamento em que Ceniriani Vargas da Silva, conhecida como Ni, viveu com sua família por anos hoje enxerga apenas quatro paredes e janelas ocas — os móveis, a decoração, as memórias e todo o resto que transforma um imóvel em um lar foi retirado para abrir espaço para o futuro. Letras formando EVA coladas na parede, utilizadas para auxiliar na alfabetização da filha durante a pandemia, é um dos últimos traços de um lar em um prédio que, agora, parece apenas um esqueleto.