AGU avalia medidas para responsabilizar Alexandre Garcia por desinformação

Publicado originalmente em *Desinformante por Liz Nóbrega. Para acessar, clique aqui.

O desastre ambiental no Rio Grande do Sul na última semana foi acompanhado do compartilhamento de informações falsas sobre o tema. O jornalista Alexandre Garcia, comentarista do programa “Oeste sem filtro”, atribuiu, no dia 8 de setembro, a catástrofe ao governo federal. Em resposta, o Ministro da Advocacia-Geral da União Jorge Messias determinou à Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia a “instauração de procedimento contra a campanha de desinformação promovida pelo jornalista”.

No comentário, Garcia diz que era preciso investigar o acontecimento pois “não foi só a chuva “.No governo petista foram construídas, ao contrário do que recomendavam as medições ambientais, três represas pequenas que aparentemente abriram as comportas ao mesmo tempo. Isso causou uma enxurrada”, complementou na sua fala. Agências de checagem já verificaram como falsa a alegação. A companhia responsável pelas barragens afirmou que a água excedente passou por cima, sem liberação mecânica.

“Vamos buscar a responsabilização”, disse Messias sobre o caso. O *desinformante entrou em contato com a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, que disse ainda estar realizando uma avaliação de quais as medidas cabíveis no caso. Essas medidas podem, de acordo com a instituição, incluir tanto medidas extrajudiciais, como pedidos de direito de resposta e remoção de conteúdo falso, quanto judiciais, caso as medidas mencionadas anteriormente não sejam atendidas.

Nas suas redes sociais, o jornalista Alexandre Garcia se pronunciou sobre o caso, dizendo que a citação de Messias dá luz ao caso para que se investigue as condições das barragens. Entramos em contato com a Revista Oeste, mas ainda não tivemos retorno.

O vídeo completo com o comentário segue no YouTube. O *desinformante entrou em contato com a empresa para saber se ela havia sido acionada sobre o caso e se haveria alguma medida. Em resposta, a assessoria informou que o vídeo em questão está em análise da moderação.

Deputado também dissemina informações falsas

Além de Garcia, um outro caso com desinformação chamou a atenção durante o desastre. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) compartilhou um vídeo em que uma médica veterinária diz que as doações para as pessoas no Rio Grande do Sul seriam entregues apenas na presença do presidente Lula, para que ele fizesse vídeos e fotos com o material. A informação foi desmentida pela Defesa Civil de Lajeado.

Nas redes sociais, o ministro Flávio Dino disse que a Polícia Federal vai apurar o caso. “Reitero que fake news é crime, não é ‘piada’ ou instrumento legítimo de luta política. Esse crime é ainda mais grave quando se refere a uma crise humanitária, pois pode gerar pânico e aumentar o sofrimento das famílias. A Polícia Federal já tem conhecimento dos fatos e adotará as providências previstas em lei”, publicou Dino.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, também se pronunciou sobre o caso em suas redes. “Nós não vamos permitir que essas pessoas se utilizem da tragédia para destilarem o seu ódio através da mentira e da desinformação. Não têm nenhuma empatia, nenhum respeito, merecem ser tratados como criminosos porque é o que são e serão responsabilizados por isso”.

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