Publicado originalmente no site do Núcleo Jornalismo
Em junho de 2024, o Núcleo publicou uma reportagem sobre como a Meta, uma das maiores corporações do mundo, tentou desqualificar pesquisadores do NetLab que relataram negligência na moderação de anúncios fraudulentos em suas redes sociais. Foi uma medida bastante criticada à época, mas agora ficou claro porque a empresa precisa se defender assim: anúncios fraudulentos rendem, para ela, bilhões de dólares por ano.
Uma investigação da Reuters teve acesso a documentos internos da empresa que projetaram uma receita de US$16 bilhões com golpes e produtos de venda proibida em 2024. Isso representa cerca 10% da receita geral da companhia no ano. Ano passado, inclusive, foi excepcional: segundo a Reuters, os documentos mostram que a empresa ganha cerca de US$7 bilhões em média com esse tipo de anúncios.
A receita total do New York Times, o maior jornal do mundo, foi de US$2,5 bilhões em 2024. O Grupo Globo, um dos maiores conglomerados de mídia da América Latina, faturou R$16,4 bilhões ano passado (US$3 bilhões). Pesa ainda o fato de que os dados são da própria Meta, não de pesquisas independentes como as do NetLab. Seria fácil para ela barrar os golpes: grande parte dos anúncios eram suspeitos o suficiente para serem sinalizados pelos sistemas internos de alerta da empresa. Ou seja, a empresa tem os sistemas para bloquear isso, só escolhe não fazer em muitos casos.
Leia a matéria completa em: https://nucleo.jor.br/raiox/2025-11-06-agora-ficou-claro-porque-a-meta-faz-pouco-para-combater-anuncios-fraudulentos/.