Publicado originalmente por The Conversation Brasil.
O veículo independente e sem fins lucrativos The Conversation Brasil publicou mais um artigo de uma série sobre desinformação, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), o International Center for Information Ethics (ICIE) e a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD). Neste artigo, Ergon Cugler, pesquisador e autor do livro “IA-cracia: como enfrentar a ditadura das big techs”, fala sobre a regulação arbitrária da inteligência artificial já operada por essas gigantes da tecnologia.
A partir de critérios próprios e opacos, plataformas como OpenAI, Meta, Google e Microsoft tomam decisões o tempo, definem quais conteúdos ganham visibilidade e quais são ocultados, quais usos são liberados e quais devem ser bloqueados, o que é considerado verdadeiro ou perigoso. Essas empresas estrangeiras tomam decisões impactantes de forma unilateral, sem qualquer compromisso com a ordem democrática, sem consulta pública, de maneira insubordinada à legislação brasileira, e sem levar em conta os contextos culturais, sociais e econômicos singulares do nosso país.
“Enquanto alguns ainda associam a regulação da inteligência artificial pelo Estado a ideias como censura, engessamento ou limitação da inovação, a verdade é que a IA já está sendo regulada. Ela é moldada por quem a desenha, por quem a financia e por quem define seus parâmetros técnicos, comerciais e éticos. Na prática, é como viver em um condomínio sob leis criadas por estrangeiros, sem voz, sem voto e sem recurso”, alerta Cugler.
Leia o artigo completo neste link: https://theconversation.com/sim-a-inteligencia-artificial-ja-foi-regulada-no-brasil-so-que-nao-foi-por-voce-257675.