Publicado originalmente por Ctrl + Z
A última legislatura do Congresso brasileiro foi marcada pela organização de um bloco temático e coeso, ainda que informal, que se articula em torno dos interesses das big techs. A CTRL+Z fez um mapeamento da atuação dos parlamentares em sete projetos-chave em regulação de plataformas discutidos pelo Congresso na última legislatura, incluindo o Eca Digital, a proposta de regulação de IA e o PL das Fake News, que foi engavetado após forte pressão das big techs. O mapeamento identificou mais de 20 parlamentares, a maioria de partidos de direita e extrema direita – PL e Partido Novo –, que tiveram ao menos três ações concretas documentadas pró-big tech na última legislatura, além de votações. É a Bancada das Big Techs.
Os dados estão disponíveis no Detector BBT, ferramenta lançada pela CTRL+Z para monitorar as ações dos parlamentares em pautas relacionadas à regulação tecnológica. O detector mapeia votos, emendas, tentativas de obstrução e posicionamentos públicos, e classifica os parlamentares com ações contra regulação em um ranking dos “aliados big tech”, alimentado com dados da Câmara, Senado e imprensa. Como a base de dados está em constante atualização, o ranking pode mudar.
Além de analisar a votação, a organização também acompanha as emendas apresentadas, tentativas de obstrução e declarações públicas. A partir da análise, foi constatado que um grupo de pouco mais de 20 parlamentares concentrou as principais ações para flexibilizar ou travar esses projetos, sempre com argumentos semelhantes e atuação em blocos.
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