Desinformação explora fé e crenças em disputas políticas, explica especialista

Publicado por Desinformante

Entre os últimos dias 24 e 26, postagens afirmando que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) iria destituir Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil ganhou as redes sociais, alcançando quase um milhão de publicações e 8,5 milhões de interações nas plataformas digitais. O volume colocou o episódio como o terceiro maior entre os eventos políticos monitorados em 2026 pelo Instituto Democracia em Xeque, atrás de “Mendonça vs. Moraes” e “Quebra de sigilo Dark Horse”.

Para entender como a religião é mobilizada por narrativas desinformativas, quais grupos e temas são mais frequentemente acionados e o que o caso de Nossa Senhora Aparecida revela sobre a relação entre fé, política e disputa pelo espaço público, o Desinformante entrevistou a jornalista e doutora em Ciências da Comunicação Magali N. Cunha, pesquisadora em Religião e Política no Instituto de Estudos da Religião (ISER) e editora-geral do Coletivo Bereia – Informação e Checagem de Notícias em Ambientes Digitais Religiosos.

Na entrevista, Magali explica por que a religião é tão mobilizada em períodos eleitorais, analisa as principais narrativas desinformativas direcionadas a diferentes grupos religiosos e aponta como essas estratégias vêm sendo atualizadas nas eleições brasileiras. Ela também comenta o caso de Nossa Senhora Aparecida e as disputas mais amplas que envolvem religião e espaço público.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

Compartilhe:

Os comentários estão desativados.

Language »