Publicado originalmente por BBC Brasil
O debate sobre desinformação eleitoral não é novo no Brasil. Mas a disseminação de ferramentas capazes de produzir conteúdo altamente realista elevou as preocupações de autoridades eleitorais, pesquisadores e plataformas digitais. Na última quinta-feira (13), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiaram uma reunião para tentar entrar em consenso sobre a punição pelo uso de IA nas eleições.
Sam Stockwell, pesquisador do Centro de Tecnologias Emergentes e Segurança (CETaS) do Instituto Alan Turing, no Reino Unido, estudou diversos casos em que ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas durante campanhas eleitorais nos últimos anos. As experiências recentes de outros países ajudam a ilustrar os desafios que podem surgir durante a disputa eleitoral brasileira.
Para Stockwell, o verdadeiro perigo da IA não está na alteração direta de votos, mas sim no efeito sutil e contínuo de semear confusão sobre o que é real, corroer a confiança nas instituições e na informação, e inflamar divisões políticas e polarização.
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