Publicado originalmente por The Conversation Brasil
No ano de 1500, apenas dez dias bastaram para um europeu descrever os povos indígenas e seu território, Pindorama (nome ancestral do Brasil), que contava então com cerca de cinco milhões de habitantes. A carta escrita por Caminha, funcionário da Coroa Portuguesa, que é considerada um relato inaugural, apresenta corpos, costumes e o território a partir da lógica colonial, projetando como esse mundo deveria ser visto.
O pouco tempo de contato e, principalmente, a cosmovisão eurocêntrica, foram suficientes para que a Carta fosse um instrumento de propagação de informação errada, enganosa ou incorreta (misinformation); falsa, fraudada ou mentirosa (disinformation); descontextualizada, distorcida ou enviesada (malinformation); e pouca, escassa ou silenciada (silencing).
Hoje, de forma anacrônica, podemos chamar isso tudo de desinformação ou desordem informacional.
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