Publicado originalmente por The Conversation
Em um ecossistema de mídia plataformizado, agências de fact-checking foram alçadas a uma posição de destaque antes mesmo que pudessem amadurecer em sua vocação original de verificar discursos políticos nos meios digitais. Ao fornecer dados precisos para quem se importa com fatos, essa prática pode não ter comprovado sua eficácia para acabar com falsidades na internet na última década, mas é potente para sinalizar padrões de manipulação que podem guiar medidas para mitigar os impactos sociais da desinformação em seus próximos estágios. O avanço da Inteligência Artificial exigirá indexadores especializados, e o fact-checking já tem essa expertise.
O recente abandono de políticas de checagem das próprias plataformas que haviam incentivado a guinada do fact-checking para a verificação de mentiras virais na internet, firmando parcerias com agências especializadas após as revelações sobre o uso político de dados no caso Cambridge Analytica, demonstra como a resistência à checagem se potencializa com a polarização.
No ecossistema de mídia plataformizado, onde a intermediação jornalística perde espaço para políticos e influenciadores com grande capacidade de viralização, inclusive pelos mecanismos de impulsionamento de conteúdo criados pelo modelo de negócio das plataformas de mídia social, atacar os checadores torna-se apenas mais uma estratégia no repertório de descredibilização da imprensa.
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