Impressos estudantis em tempos de repressão

Publicado originalmente em Jornal da UFRGS. Acesse na íntegra aqui.

As universidades, historicamente espaços políticos carregados de debates e contestações, durante os 21 anos da ditadura civil-militar brasileira (1964–1985), tornaram-se territórios marcados pelo medo e pela perseguição.  

A partir de estratégias repressivas e de vigilância, docentes, técnicos e estudantes passaram a ser investigados, perseguidos e violentados em nome da eliminação do “inimigo interno”.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o movimento estudantil foi um dos principais grupos de resistência e atividade política contra o regime, realizando diversas ações de militância, como manifestações contra o acordo MEC-USAID 1968, ocupações, como a ocorrida em março de 1967 na Casa do Estudante (CEU) e no Restaurante Universitário (RU), e, sobretudo, os impressos estudantis, como panfletos, boletins, periódicos e jornais universitários utilizados para denunciar o regime e mobilizar a comunidade acadêmica.

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