Mudanças climáticas representam risco crescente de calor extremo em casas populares

Publicado originalmente em Jornal da USP. Acesse na íntegra aqui.

As habitações populares no Brasil devem enfrentar calor interno extremo devido às mudanças climáticas, colocando em risco a saúde e o bem-estar dos moradores. Os impactos variam conforme a região: em Manaus (AM), o maior problema será a frequência do calor: até 88% das horas de permanência em casa serão classificadas como emergenciais em 2080. Já em Florianópolis (SC), o risco está na intensidade, com ondas de calor que podem se tornar três vezes mais severas do que nos dias de hoje. A temperatura média anual no interior das residências deve subir 2,45 °C até 2050 e 4,8 °C até 2080, enquanto a umidade relativa do ar poderá cair até 11,2%, em comparação à média histórica de cada região. As previsões fazem parte de uma pesquisa de arquitetura e urbanismo com participação da USP, cujos resultados foram publicados em artigo no Journal of Building Engineering.

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