Publicado originalmente em Jornal da UFRGS por Amanda Veríssimo. Para acessar, clique aqui.
Sociedade | O ambiente online tem tornado as apostas uma questão de saúde pública, enquanto a falta de educação financeira e a popularização da ideia de “sucesso fácil” intensificam esse comportamento, que pode se tornar um vício
*Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Já reparou que um shopping center raramente tem janelas? É que, para além das lojas, a estrutura desse ambiente é cuidadosamente planejada com o objetivo de envolver os sentidos. A iluminação é uma parte fundamental nesse processo: a ausência de janelas evita que seus visitantes percebam o tempo passar – e consequentemente não notem quando está escurecendo e que já estão naquele ambiente há muitas horas. Além disso, os shoppings costumam ter luzes suaves e bem distribuídas, criando um ambiente confortável para os clientes. O mesmo acontece com os sons e os aromas, cuidadosamente escolhidos.
Outras questões logísticas também são pensadas, como segurança, estacionamento, espaços para crianças, etc., tornando esse um ambiente não só agradável, mas completamente adaptado ao cliente, evocando ao consumidor a tranquilidade necessária para ir e permanecer naquele espaço – afinal, quanto mais tempo a pessoa passar ali, maior a probabilidade de consumo.
Não são só os shoppings que são planejados dessa forma, mas também muitos outros espaços comerciais. Os cassinos, por exemplo, possuem estratégias semelhantes. São espaços meticulosamente projetados de modo que os clientes gastem de forma contínua, em uma mesma visita, o que ocasionalmente leva ao vício.
Conforme explica o professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS) André Queiroz, historicamente, os cassinos nos Estados Unidos começaram com um conceito muito diferente do que conhecemos hoje. Inicialmente esses espaços eram projetados para serem ambientes claustrofóbicos e até um pouco sujos. No entanto, alguns estudos sugeriram que o modelo deveria ser repensado para criar ambientes mais aconchegantes e luxuosos, mantendo os jogadores ali por mais tempo.
“Matematicamente, os jogos são estruturados para que os jogadores percam à medida que o tempo passa. Embora o jogador possa ter a sensação de estar ganhando, quanto mais se joga maior é a probabilidade de perder”
André Queiroz
Apesar desse esforço dedicado aos espaços físicos, no entanto, há uma tendência emergente no Brasil, sobretudo após a pandemia, que é a popularização das apostas em cassinos online. Considerando que a lógica para a obtenção do lucro a partir do tempo de permanência continua a mesma, a questão se torna: como manter o usuário jogando quando ele faz isso dentro da sua própria casa?
Jogo do tigrinho: neuromarketing e o “efeito tangerina”
Existem hoje muitas plataformas de cassinos online, mas vamos nos ater ao Fortune Tiger, ou jogo do tigrinho – que talvez, pela sua popularidade no Brasil, dispense apresentações. Desenvolvido pela empresa Pocket Games Soft (PG), com sede em Valleta (Malta), o jogo apresenta um layout simples e uma temática infantil, ilustrada principalmente pela animação de um tigre segurando uma carta.
Esse design, que remete à infância e à inocência, é uma das ferramentas pensadas como porta de entrada e permanência no jogo, ao transmitir a ideia de que o jogo é inofensivo – suavizando a percepção de que se trata de uma forma de aposta séria, com riscos financeiros reais.
Além do tigre no layout, o jogo também é composto de três colunas independentes, com três níveis horizontais, funcionando por meio de apostas em slots, conhecidos popularmente como “jogos de caça-níqueis”, em que o objetivo é alinhar três figuras iguais. No total, o jogo possui sete figuras e cada uma tem percentuais de pagamento distintos. Por exemplo, as tangerinas premiam 60% do valor apostado para cada combinação de três figuras; já os fogos de artifício recuperam exatamente o valor apostado; os envelopes vermelhos pagam 1,6x o valor, e assim por diante. Ou seja, cada combinação de figuras oferece ganhos específicos.
Em artigo publicado no ano passado, André e o pesquisador Fábio Mendieta, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), identificaram um fenômeno em que os apostadores, nas rodadas vencedoras, recebem indicações audiovisuais de ganhos, como cores, brilhos, sons e mensagens, que reforçam a sensação de vitória, independentemente do resultado. Por exemplo: com um alinhamento de três tangerinas, o jogador recebe apenas 60% do valor apostado, mas os estímulos visuais sugerem vitória.
Os pesquisadores constatam que, se o jogador continua apostando, há uma constante nessa ilusão de ganho. O letreiro de vitória continua a aparecer, mas na maioria das vezes o jogador apenas recupera o valor investido (com a combinação de fogos de artifício) ou obtém um saldo negativo, recebendo apenas 60% do valor apostado inicialmente (com a combinação de tangerinas). Já as outras premiações – com retornos financeiros reais – acontecem de forma mais esporádica, geralmente após várias rodadas sem vitórias ou com vitórias de combinações de tangerinas ou fogos de artifício. Assim, embora alguns prêmios pareçam multiplicar o valor apostado, esse retorno significativo ocorre apenas depois de uma sequência de perdas financeiras.
Uma hipótese que emerge da pesquisa é a de que os sons e a mudança de cores, que ocorrem em cada rodada do jogo do tigrinho, podem criar uma atmosfera de prosperidade e se conectar com o sistema emocional dos apostadores, gerando efeitos cognitivos e sensações como emoção, entusiasmo, felicidade e otimismo. O achado converge com a teoria do psiquiatra Marc Potenza, da Yale University School of Medicine, de que, sob a ótica das ciências neurobiológicas, os jogos de azar afetam os neurotransmissores (ligados ao sistema nervoso) e diversas regiões cerebrais.

Uma aposta no sucesso fácil
Em entrevista concedida no ano passado à TV Cultura, a roteirista Manuela Dias provocou uma reflexão sobre a relação das novas gerações com o mercado de trabalho e com o dinheiro. Em sua fala, ela afirma: “Uma pessoa de vinte anos está imersa na internet, com influencers ganhando, sei lá, 15, 20, 50 mil para fazer uma foto… Como a gente vai explicar para essa pessoa que ela precisa estudar quatro anos [referindo-se ao tempo médio de uma graduação universitária], se formar, pensar em um plano de carreira e começar ganhando […] 1.800 reais? Como vamos inserir essa perspectiva de tempo e progresso em um mundo em que nada mais oferece essa referência para ela?”.
A resposta a essa questão é complexa e não será fornecida nesta reportagem (assim como não foi dada por Dias); talvez sequer exista uma resposta definitiva. Conforme aponta André Queiroz, uma consequência dessa nova realidade é que, influenciadas por exemplos de sucesso fácil exibidos nas redes sociais, “as pessoas têm buscado formas rápidas de ganhar dinheiro. Muitas vezes, os registros de luxo de influencers e youtubers são acompanhados por publicidades de jogos de azar, como o ‘tigrinho’, reforçando a ideia de que é possível alcançar sucesso financeiro sem o esforço contínuo que o trabalho tradicional exige”.
Para aqueles que se opõem ao jogo de azar, mas ainda assim são inevitavelmente expostos ao estilo de vida dos influencers, há outra tendência de apostas que se tem mostrado tão popular e nociva quanto os cassinos: as apostas esportivas. Embora menos sedutora no que se refere ao neuromarketing, por não apresentar um layout infantilizado ou estímulos visuais esdrúxulos nas vitórias, essa prática tem ganhado força de maneira perigosa no meio online, especialmente no país do futebol. Isso ocorre porque muitas pessoas, confiantes no seu conhecimento esportivo, acabam confundindo a aposta com investimento, tornando-se reféns da euforia que a aposta proporciona, movidas pela possibilidade de ganhar mais após uma vitória ou de recuperar o que perderam depois de uma derrota.
Nesse caso, assim como os cassinos, as apostas esportivas também podem levar ao vício; no entanto, a natureza e os mecanismos que determinam seus resultados são completamente diferentes. As apostas esportivas estão diretamente ligadas a eventos reais, como jogos de futebol, lutas ou outros esportes. As odds – probabilidades que determinam a margem de lucro – oferecidas pelas casas de apostas são estabelecidas com base em análises e estatísticas do evento, mas a conclusão do evento em si não depende de um algoritmo; o resultado último é determinado pelo desempenho dos atletas. A plataforma sempre terá uma vantagem matemática sobre os apostadores, mas o evento real é que dita o desfecho.
Já no jogo do tigrinho, por exemplo, é o sistema que controla as probabilidades de vitória, e os jogadores apostam em um “jogo” cujo resultado foi definido previamente pelo algoritmo, independentemente de qualquer fator externo. Mesmo que uma parte das pessoas consiga ganhar, a maioria perderá, pois as probabilidades são programadas para garantir que, ao longo do tempo, a casa de apostas ou o criador do jogo sempre saia em vantagem.
Essas questões têm peso quando se trata de medir o lucro final daqueles que operam essas plataformas, pois há uma variável muito maior no caso das apostas esportivas, considerando sua imprevisibilidade. São aspectos, porém, pouco relevantes quando olhamos os danos que esses diferentes meios têm causado na vida daqueles que sofrem do transtorno de jogo. Independentemente da plataforma e do tipo de aposta, os sintomas são os mesmos.
Muitas perdas e poucos ganhos
Para a psicóloga clínica Maria Paula Magalhães, a trajetória de um apostador começa de forma inocente, muitas vezes como uma diversão entre amigos. “Aposta no futebol, ganha um dinheiro, se anima, vai apostar de novo. Aí perde e fica querendo recuperar. Então querer voltar à plataforma para recuperar é um sinal. Começar a ficar pensando em todos os jogos, em quando vai apostar, gastar uma parte do dia pensando no que vai apostar, esconder das pessoas que tá jogando, ficar irritado quando não pode jogar, sentir falta ou então jogar quando tá meio deprimido pra ver se se anima… “, relata.
“O resultado muitas vezes é começar a se endividar por conta do jogo. Mas, no geral, são várias características que podem mostrar que tem alguma coisa errada com isso”
Maria Paula Magalhães
Esse ciclo de ganhos e perdas pode evoluir para um vício perigoso, à medida que o indivíduo passa a se dedicar mais ao jogo. “Se a pessoa tá tendo problemas, mas são poucos problemas, a gente vai dizer que isso é um jogador-problema. Vamos dizer que ele está abusando daquela prática. Mas quando uma pessoa tem uma série de problemas que estão afetando o estudo, o trabalho, a vida pessoal, configura-se aí a ludopatia ou o diagnóstico de transtorno de jogo”, afirma Maria Paula.
Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, 25 milhões de pessoas no Brasil começaram a fazer apostas esportivas em plataformas eletrônicas nos sete primeiros meses de 2024, uma média de 3,5 milhões por mês. A pesquisa também revela que 86% dos apostadores têm dívidas, sendo que 64% estão negativados na Serasa. Em relação aos jogos de azar, incluindo os cassinos online, um relatório publicado em novembro de 2024 na The Lancet Public Health aponta que 450 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem danos relacionados a essas atividades.
Embora ainda haja discordância entre os especialistas sobre se as apostas esportivas devem ser classificadas como jogos de azar, o relatório inclui esses jogos. O documento revela que 15,8% dos adultos e 26,4% dos adolescentes que estiveram envolvidos em atividades de cassino online, como o jogo do tigrinho, no ano de 2023, apresentaram transtorno do jogo. Para as apostas esportivas, as taxas de envolvimento com transtornos são de 8,9% entre os adultos e 16,3% entre os adolescentes – apesar de os produtos teoricamente serem restritos a maiores de 18 anos.
Marcelo Mello, professor do departamento de Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), destaca que, ao migrar para plataformas online, as apostas tornaram-se mais acessíveis e, consequentemente, mais perigosas.
“O jogo deixou de ser uma atividade restrita a locais físicos, como cassinos ou bingos, e passou a estar disponível 24 horas e ao alcance de qualquer pessoa que tenha um telefone na mão. Consequentemente, tem atraído um público jovem, que muitas vezes não compreende os riscos envolvidos”
Marcelo Mello
O sociólogo também reflete sobre a falta de educação crítica que contribui para a adesão de muitos brasileiros ao vício do jogo. “Muitas desses apostadores não possuem noções de probabilidade e estatística, mas ainda assim não veem o jogo como um risco, mas como um investimento no qual acreditam ter conhecimento técnico”, analisa. Isso cria uma falsa sensação de segurança, levando muitos a intuir que podem controlar o jogo – quando, na realidade, estão perdendo.
A própria crença de que essa aplicação financeira é um investimento é, segundo André Queiroz, problemática. “O que ocorre nesses jogos não é investimento, mas, sim, uma perda de dinheiro disfarçada de ‘oportunidade’. Infelizmente, muitos jogadores que apostam em jogos como o tigrinho nunca investiram em alternativas mais seguras, como títulos ou fundos de investimento, mas ainda assim acreditam que estão fazendo um bom negócio. Essa visão equivocada está ligada à falta de educação financeira, um problema mais profundo da sociedade brasileira”.
Ludopatia tem tratamento, inclusive pelo SUS
Condição médica caracterizada pela compulsão por jogos de azar, a ludopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2018, embora seja bem mais antiga que isso. Em Porto Alegre, o transtorno é tratado no Hospital de Clínicas, vinculado administrativamente ao Ministério da Educação (MEC) e academicamente à UFRGS.
Conforme explica a médica psiquiatra Anne Orgler, as dependências podem ser químicas, relacionadas ao uso de substâncias, ou comportamentais, quando o paciente se torna dependente de comportamentos, como o vício em jogos, compras, etc. Atualmente, o hospital já atende pacientes com essas dependências dentro de seu programa, ainda que os procedimentos utilizados não sejam específicos para transtornos comportamentais. Está nos planos do hospital oferecer esse serviço de forma especializada em breve.
O tratamento oferecido atualmente é focado em dependências em geral, como de substâncias e comportamentos. Os pacientes que procuram atendimento são geralmente encaminhados por unidades básicas de saúde, e o hospital adota uma abordagem de alta intensidade com consultas individuais com psiquiatras, supervisionadas por um preceptor. Durante essas consultas, são utilizadas técnicas de tratamento conhecidas, como a entrevista motivacional e a prevenção de recaídas.
Além disso, o programa de tratamento inclui a participação de grupos terapêuticos, que reúnem pacientes com diferentes tipos de dependência. Segundo Anne, nos grupos terapêuticos o objetivo não é apenas o apoio mútuo, mas o uso de técnicas psicoeducativas para que o paciente compreenda seu transtorno.
“Também existem grupos voltados para a regulação emocional, uma vez que o controle das emoções é essencial para reduzir comportamentos compulsivos, além de grupos para o desenvolvimento de habilidades sociais, visando reintegrar o paciente à sociedade de forma saudável”, explica a psiquiatra. Isso envolve incentivar a prática de exercícios físicos, o retorno ao trabalho e o fortalecimento das relações com a família e os amigos.

Anne destaca que, na chegada do paciente, é importante identificar aqueles que apresentam risco agudo. “Pacientes psicóticos ou com risco de suicídio ou agressão a terceiros exigem intervenção, o que pode envolver o acionamento da família ou de responsáveis, independentemente da autorização do paciente”, afirma. Já em casos em que questões como essas não são iminentes, o envolvimento da família no tratamento exige essa autorização prévia. Embora muitos pacientes inicialmente recusem a participação familiar, a psiquiatra afirmou que, com o tempo, passam a entender os benefícios de acioná-los. Nesse contexto, a família também participa de atendimentos individuais e de grupos terapêuticos específicos para o apoio no tratamento.
Façam suas apostas: o Ministério da Fazenda dá conta sozinho?
Em 2018, as apostas de quota fixa (em que o valor a ser ganho é sabido antes da realização da aposta) em eventos esportivos foram legalizadas no Brasil por meio da Lei 13.756/2018. A legislação, no entanto, estabelecia uma exigência: a regulamentação da atividade deveria ocorrer em até dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período.
Não foi o que aconteceu: apenas em 2023 as apostas começaram a ser efetivamente regulamentadas no país. Naquele ano, a Presidência da República enviou uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional com o objetivo de aprimorar a lei de 2018. Nesse contexto, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal também incluíram entre as apostas legalizadas os jogos – como o jogo do tigrinho e outros –, o que, junto com a MP, resultou na criação da Lei 14.790/2023.
Professor da Escola de Administração da UFRGS, Aragon Dasso Júnior lembra que, no início dos estudos sobre o tema, a situação estava distante da realidade atual. “Na época, a Lei 14.790 ainda não existia, e parecia um debate muito distante de ser resolvido. Hoje, temos mais de dez portarias regulamentando a lei, que são atos administrativos necessários para tornar tudo mais organizado”, afirma. A partir dessa nova lei, o Ministério da Fazenda passou a ser o responsável por essa regulamentação, criando, em 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA-MF), com a missão de fazer com que o setor atue de forma controlada e regular.
Um exemplo de medida implementada diz respeito à política de combate à lavagem de dinheiro: os jogadores agora precisam se identificar por meio de documentos e de um sistema de reconhecimento facial como prova de vida. Além disso, é exigido que cadastrem uma conta bancária ou de pagamento em seu nome, sendo proibido fazer depósitos de contas não registradas. A legislação também impede que depósitos ou pagamentos de prêmios sejam feitos em dinheiro ou boleto.
Apesar desses avanços, Aragon afirma que a regulação das apostas deve ir além da atuação do Ministério da Fazenda.
“Não é só uma questão de arrecadação de impostos ou de regulamentação das casas de apostas. O Ministério da Saúde, por exemplo, precisa se envolver, porque o vício nas apostas é um problema sério e pode se desenvolver rapidamente sem que as pessoas percebam”
Aragon Dasso Júnior
O professor reforça ainda a importância da participação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, já que “muitas pessoas que dependem de programas assistenciais acabam se endividando ao gastar benefícios sociais [como o bolsa família] com apostas”. Ele considera que até o Ministério dos Esportes tem papel importante no tema, em função das possíveis fraudes no setor esportivo – quando um jogador, por exemplo, finge uma lesão em jogo para que haja mais um cartão amarelo ou vermelho na partida.
Ele enfatiza que o impacto dessa indústria é muito maior do que se imagina. “Uma grande parcela da população tem sido afetada, é algo que está se tornando endêmico. Torna-se, portanto, não só uma questão de regulamentação, mas uma preocupação que envolve várias áreas do governo”, conclui.