Publicado originalmente em Agência Lupa por Maiquel Rosauro. Para acessar, clique aqui.
Post nas redes sociais alega que o CEO da Pfizer, Albert Bourla, foi condenado à prisão perpétua por mentir para bilhões de pessoas sobre a vacina contra Covid-19. A publicação também diz que o imunizante não é seguro e eficaz. É falso.
Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

CEO da Pfizer enfrenta prisão perpétua por mentir para bilhões sobre a vacina COVID
O judeu Albert Bourla garantiu ao mundo que as vacinas contra a COVID-19 eram seguras e eficazes, arrecadando centenas de bilhões de dólares como resultado.Mas, o que vimos foram ferimentos por vacinas, carreiras interrompidas, perdas de vidas, crianças deixadas sem pais, com pessoas, inclusive crianças morrendo de insuficiência cardíaca. (…)
Enquanto a grande mídia continua enganando as massas, um juiz holandês está dando os primeiros passos para responsabilizar a conspiração da Covid.
Na semana passada, o juiz lançou uma bomba contra a conspiração da Covid, determinando que Bill Gates deve enfrentar sete pessoas feridas pelas vacinas contra a COVID-19 em um tribunal na Holanda.
– Texto em post que circula nas redes sociais
Falso
O presidente e diretor-executivo da Pfizer, Albert Bourla, que é de fato judeu, não enfrenta prisão perpétua. Não há nenhuma notícia na imprensa internacional sobre o assunto, um indício de desinformação. Trata-se de uma teoria da conspiração que, inclusive, já havia sido desmentida pela Forbes em abril de 2022.
Também é falso que a vacina contra Covid-19 seja insegura e ineficaz. Em 23 de fevereiro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo no Brasil à vacina da Pfizer, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech.
“O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro”, disse o diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres, ao anunciar o registro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também informa que a vacina da Pfizer/Biontech é segura, inclusive para a vacinação de crianças.
Em nota enviada à Lupa, a Pfizer afirma que as informações sobre Bourla não procedem e que não compartilha registro de colaboradores. A empresa também diz que a vacina contra Covid-19 demonstrou ser segura e eficaz tanto em ensaios clínicos quanto em evidências já em uso nas campanhas de imunização.
Julgamento na Holanda
Um grupo formado por sete pessoas, na Holanda, ingressou na justiça – contra políticos, editores de veículos de imprensa, Albert Bourla e o fundador da Microsoft, Bill Gates – por danos causados pela vacinação. O processo corre no tribunal civil de Leeuwarden, cidade localizada ao Norte do país. A imprensa local trata os demandantes como “céticos do coronavírus”.
O grupo exige uma compensação. Eles alegam que foram enganados pelos réus a deliberadamente tomar as vacinas – que segundo eles não são seguras e eficazes, além de não combaterem o vírus da Covid-19.
Gates argumentou que o tribunal holandês não tinha jurisdição sobre ele, já que não estava diretamente envolvido na política holandesa contra o coronavírus e porque vive nos Estados Unidos. Contudo, o tribunal de Leeuwarden decidiu que é competente para ouvir as acusações. O caso retornará à pauta do tribunal no dia 27 de novembro.
Esse conteúdo também foi verificado por Uol Confere e AFP.