O ritmo de vacinação no Brasil é irrisório

Publicado originalmente em Brasil de Fato por Aristóteles Cardona e edição de Vanessa Gonzaga. Para acessar, clique aqui.

Vivemos o pior momento da pandemia no Brasil. Temos acompanhado nestes dias uma média de mortalidade como não víamos desde 26 de julho, pico máximo de mortalidade por Covid-19 no Brasil até então. E diferente de outros momentos, junto à irresponsabilidade já conhecida do governo federal, parece haver uma preocupação menor de governadores e prefeitos, no geral, em lidar com a pandemia e aplicar as medidas necessárias para diminuir a propagação do vírus. 

Sem dúvida alguma, as vacinas continuam sendo a nossa grande esperança em ter uma situação melhor a médio e longo prazo. Mas, infelizmente, o ritmo de vacinação por aqui é muito aquém do necessário. Das mais de 150 milhões de doses aplicadas em todo o mundo até o momento, pouco mais de 4 milhões foram no Brasil. Tais números não chegam a 3% do total mundial. São números irrisórios, ainda mais considerando que 10% das mortes por Covid-19 no mundo foram no Brasil.

Há ainda uma preocupação a mais que são as novas variantes. Elas têm sido identificadas no mundo todo e se, por um lado, ainda não dá para cravar exatamente qual o real impacto das que já apareceram, é possível certamente afirmar que novas variantes podem continuar surgindo e tornar a situação global ainda mais preocupante. Especialmente porque novas variantes devem continuar surgindo e, com isso, mantém-se o risco cada vez maior de variações que sejam, digamos assim, mais resistentes às vacinas. E aí já pensou no risco de tantas doses de vacinas aplicadas pelo mundo e elas perderem importância diante de novas formas do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid-19? 

Para quem não está muito familiarizado, o Sars-Cov-2 faz parte de uma categoria de vírus que pode sofrer pequenas modificações ao longo do tempo. E quanto mais ele circula, mais variações podem surgir. Em geral são pequenas alterações sem maior repercussão, porém, com o acúmulo destas variações, poderemos ter vírus cada vez mais resistentes e, inclusive, mais agressivos. É exatamente por isso que é importante vacinar o máximo possível, em todo o mundo, o quanto antes. Não é à toa que insistimos tanto nesta questão.

Paralelamente, é preciso intensificar medidas que diminuam a circulação do vírus. Por isso que segue sendo fundamental tudo aquilo que falamos desde o início, como evitar o máximo de circulação, uso rigoroso de máscara e evitar aglomeração de pessoas, especialmente em locais fechados. Vivemos o pior momento da pandemia e, infelizmente, tende a piorar muito, antes de começar a melhorar.

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